DIREÇÃO DE ATORES – PROCESSOS RADIOFÔNICOS
No radio conseguimos construir grandes histórias sem a necessidade de grandes verbas, nele trabalhamos o imaginário do ouvinte, e o único limite para este são os limites impostos pela sua própria cultura. No processo de criação de uma peça radiofônica, é necessário ter uma boa criatividade para cativar o ouvinte e enredá-lo na trama, isso é possível através de alguns artifícios como, efeitos sonoros utilizados, um bom roteiro e trilha musical. Uma das diferenças entre o processo de criação de uma peça radiofônica de uma audiovisual, é justamente a forma de como são exercidas as interpretações. No radio é necessário um tipo de exagero no que chamamos de características do personagem, ou seja, estereótipos. Depois da idéia e criação do roteiro, caracterizamos os personagens. Cada personagem possue uma personalidade singular tanto no rádio como na TV.
No rádio trabalhamos de forma que o ator interprete com mais ênfase na atuação, diferentemente da televisão que se é trabalhado a sutileza, portanto o que fazemos é exaltar esta personalidade para que seja perceptível para o ouvinte a intenção do ato e jeito de ser do personagem. Utilizamos também os efeitos sonoros, estes servem para reproduzir alem de cenários, situações e ou até mesmo qualquer ação que se passa durante o desenrolar da trama, como por ex: “o cavalo relincha enquanto galopante atravessa sobre as águas de um rio turvo.” seria bem difícil reproduzir esta cena se fosse um projeto audiovisual, pois necessitaríamos de uma grande produção para realizar tal roteiro, já no rádio não, com os recursos modernos de hoje em dia conseguimos fazer isso sem sair da frente do nosso computador.
Antigamente as produções de peças radiofônicas eram bem mais trabalhosas do que as de hoje em dia. Antes, eram necessários grandes estúdios para receber não só a platéia que prestigiava a peça, mas também para receber o equipamento de produção para os efeitos sonoros e trilhas musicais, como por exemplo: pianos, orquestras, caixas de areia para reproduzir pegadas, laminas de ferros para reproduzir trovoadas. Vale ressaltar que essas peças eram realizadas ao vivo até a invenção do TAPE. Hoje em dia é tudo mais simples, com a utilização de computadores e da internet que é fonte inacabável de recursos, conseguimos produzir uma peça em nosso próprio domicílio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário